A MAGIA DA MÚSICA NA EDUCAÇÃO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Processo gráfico da coleção "A Magia da Música", com Luiz Gustavo Schmoekel


Luiz Gustavo Schmoekel nos conta como foi o processo gráfico da coleção "A Magia da Música".

Como você visualizou a proposta?
Desde o início pareceu-me interessante a idéia de traduzir conceitos musicais por meio do projeto gráfico e da direção de arte do material. Conduzimos a criança para descobertas em cada página, em cada detalhe, o material permite uma série de leituras graças ao movimento, ao contraste de cores, ao tom adequado de determinada cena. Inclusive a complexidade da proposta observa um crescente respeitando a faixa etária específica.

Como foram as etapas de trabalho?
Inicialmente, dois aspectos de suma importância que fundamentariam a proposta precisaram de 3 meses de planejamento: a “turminha” – condutora da história – e a Cidade da Música – o cenário-base para a apresentação dos conteúdos. Com estes 2 eixos condutores definidos, a escrita e o design puderam desenvolver inúmeras idéias e abordagens para cada página, logicamente respeitando noções de legibilidade, descanso visual e estímulo à leitura.

Quais os desafios?
Um projeto ousado como esse é fruto do trabalho de uma equipe multidisciplinar. Cada volume foi exaustivamente discutido, principalmente no que concerne ao ritmo da informação aliado à composição gráfica para que juntos facilitassem o processo de ensino-aprendizagem.
Tivemos muito cuidado com conceitos dúbios, preconceitos, estereótipos, além de observar aspectos interdisciplinares e as competências e habilidades desenvolvidas em cada unidade temática.

Vemos o sucesso desta proposta hoje nos alunos, a que voce atribui isto?
Vivemos uma quebra de paradigma no meio educacional. Hoje os alunos, e principalmente, os mais novos, são nativos digitais, os quais recebem estímulos visuais o tempo todo, de diferentes meios e mídias. Assim buscamos trazer ao livro impresso uma linguagem gráfica mais imersiva e estimulante, que pudesse estar em consonância com todos os aspectos de interesse às crianças. Acredito também que a grande variedade de propostas visuais e didáticas apresentadas no material fazem com que o aluno se encante pela metodologia adotada.

O estúdio Expression|SGI há 8 anos atende editoras e sistemas de ensino em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, prestando consultoria e desenvolvendo projetos editoriais para todos os níveis de ensino.
Liderado pelo designer Luiz Gustavo Schmoekel, que conta com uma experiência de 18 anos na área educacional, o estúdio busca em cada projeto aliar excelência didático-pedagógica com novas e inovadoras linguagens visuais.

                                                            Silvia, Luiz Gustavo e Suely

terça-feira, 15 de maio de 2012

Por que ensinar música para crianças é tão importante?


Por que ensinar música para crianças é tão importante?

A música é uma atividade que trabalha simultaneamente todas as áreas do cérebro quando é executada com movimento. Ela ajuda a criança a se desenvolver de maneira integral, pois promove a sociabilidade e a expressividade, introduz o sentido de parceria e cooperação e auxilia o desenvolvimento motor, pois trabalha com a sincronia de movimentos.
Ao entrar em contato com a música, zonas importantes do corpo físico e psíquico são acionadas - os sentidos, as emoções e a própria mente.

A música pode ser uma grande ferramenta no ensino, pois pode ser trabalhada através de temas transversais, culturais e sociais.




É muito importante verificar a maneira com que esse ensino musical tem sido desenvolvido nas escolas e se está de acordo com as especificações da Lei. Pois o ensino musical não é visto mais como antigamente quando se aprendia as notas musicais e o canto orfeônico, mas vai além disso.

Composição, improvisação, escuta e apreciação são os pilares do novo pensar sobre o ensino de Música!

Vivenciar a música é aprender!


*Texto escrito pela Professora de Musica Roberta Pavanelo do Colegio Kampus School Ensino Bilingue, Sao Paulo- SP.

terça-feira, 8 de maio de 2012

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ


A EDITORA LUDO esteve presente no INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DO PARANÁ com sede em Curitiba para o evento “Música na educação infantil”.

Esteve presente na ocasião a professora Silvia Luz da Editora Ludo que abordou a importância do momento histórico que o nosso país esta vivendo com a volta da musica nas escolas. Fez uma reflexão importante de como é possível pensar a música para um país de tão grandes dimensões e distintas realidades: Como fazer: Qual(is) música(s) deve(m) soar nas salas de aula: De que maneira: Como devem ser preparados os profissionais,... Através de exemplos práticos e didáticos mostrou que todos somos seres musicais e que a musica esta dentro de nós.  



No segundo momento, Suely Domaredzky uma das autoras do material didático “A Magia da Musica”, apresentou os materiais da Editora, apresentando musicas, atividades e jogos musicais diversos para serem utilizadas em sala de aula. 


Estes recursos estão incluídos na Coleção. 


A autora apresentou também diversos recursos didáticos musicais para ensinar a cantar, interpretar e vivenciar música.




Dia 07 de maio é o dia do Silêncio




Dia 07 de maio é o dia do Silêncio.



Podemos dizer que o silêncio é a ausência de barulho, sons, vozes e ruídos, segundo a definição do dicionário e enciclopédia. De acordo com a OMS, a poluição sonora ocupa o terceiro lugar no ranking de problemas ambientais que mais afetam as populações do mundo inteiro.  Há um momento para tudo, o de escutar, o de falar e o de ficar em silêncio. O silêncio pode proporcionar sentimentos tranquilos e acalmar as pessoas. No livro 1 “A Magia da Música” os alunos podem vivenciar esses sentimentos de acordo com a aula no final da unidade 2.


Também existe um outro tipo de silêncio, o silêncio musical. Imagine uma orquestra e o maestro regendo. No momento em que uma nota musical é interrompida ocorre um tipo de silêncio. Mas o que  é esse silêncio? De acordo com o professor da Escola de Música da UFMG, Rogério Vasconcelos, o silêncio tem vários significados. “A definição mais comum que as pessoas têm é que o silêncio é ausência de som, mas na verdade não há uma falta de som, porque sempre vai haver ruídos.” John Cage, um músico experimental compôs um canção com o título de 4’33’’, onde ele fica sentado no piano sem tocar nada, para que as pessoas possam escutar os sons a sua volta. Como apresentado no Livro 5 “A Magia da Música e Sons do Mundo”.

Há várias definições dentro da música para o silêncio. O silêncio pode ser tão difícil de definir quanto a música. O silêncio sempre esteve presente na música. No contexto musical o silêncio não é considerado um vazio, ele é repleto de elementos não explícitos que ao ser situado por um contexto musical diz algo. O silêncio dentro do contexto musical configura-se em um mar de possibilidades, nos faz pensar que a ausência de ruídos não é um vazio. Ele é repleto de elementos e de emoções que vão se construindo no decorrer da escuta.
Referências:

Curiosidades sobre o  dia 07 de maio:
                                                                                                                    
07 de maio de 1824 - Esteia a Nona Sinfonia de Beethoven.
07 de maio de 1937 - É Inaugurada a Rádio Bandeirantes (Rádio Sociedade Bandeirante-PRH 9).
07 de maio de 1833 – Nasce o compositor Johannes Brahms,  (m. 1897).
07 de maio de 1840 – Nasce o compositor russo Pyotr Ilyich Tchaikovsky,  (m. 1893).

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Modinha

A canção "Casinha Pequenina" é considerada uma modinha, estilo musical originado em Portugal, de caráter romântico, suave e choroso. 

Com destaque no Brasil no início do século XIX, foi considerada o melhor meio de expressão poético-musical da temática amorosa.

Sua estrutura musical geralmente é organizada em duas parte, comumente em modo menor, e compasso binário ou quaternário, porém sempre permitiu variações de todos estes aspectos.

A primeira gravação de "Casinha Pequenina" foi realizada por Silvio Caldas.

Gravação: Estúdio Ludo
Interpretação vocal: Mariana Arruda
Violonista: João Egashira

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Nacional do Choro


Dia 23 de abril é o Dia Nacional do Choro, ele foi criado em                                                     homenagem à data de nascimento de Pixinguinha, uma das                                                        figuras importantes da música popular brasileira, e em                                                              especial do choro. 



 


O choro
O choro é um gênero musical brasileiro  criado a partir da mistura de lementos das danças de salão europeias e da música popular portuguesa, com influências da música africana. Como gênero, o choro s[o tomou forma na primeira década do século XX, mas sua história começa em meados do século XIX. Entre os grandes nomes do choro estão: Ernesto Nazareth, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, Joaquim Calado, Chiquinha Gonzaga, entre outros. O século 20 traria uma grande leva de chorões, compositores, instrumentistas, arranjadores, e entre eles, com destaque, Pixinguinha. (Veja “Magia da Música e Sons do Brasil” livro 4).
Pixinguinha

Alfredo da Rocha Vianna Júnior nasceu em 23 de abril de 1887. Cedo se dedicou à música e deixou um legado de inúmeros clássicos, arranjos e interpretações magistrais, como flautista e saxofonista.
Carinhoso, Lamento, Ainda Me Recordo,  Naquele Tempo, Vou Vivendo, Abraçando Jacaré, Os Oito Batutas, Sofres Porque Queres, Fala Baixinho, Ingênuo, estão entre algumas de suas principais composições.
O apelido Pixinguinha veio da união de
pizindim – menino bom – como sua avó o chamava, e bexiguento, por ter contraído a varíola, que lhe marcou o semblante. Pixinguinha foi um menino prodígio, tocava cavaquinho com 12 anos. Aos 13 passava ao bombardino e a flauta. Até hoje é reconhecido como o melhor flautista da história da música brasileira. Mais velho trocaria a flauta pelo saxofone, pois não tinha mais a firmeza e embocadura necessárias. Aos dezessete anos grava suas primeiras instrumentações, vindo a no ano seguinte gravar suas primeiras composições.


Foi o primeiro maestro-arranjador contratado por uma gravadora no Brasil. Era um músico profissional quando boa parte dos mais importantes músicos eram amadores (os principais chorões eram funcionários públicos e faziam música nos horários de lazer). Pixinguinha foi antes de tudo um pesquisador de música, sempre inovando e inserindo novos elementos na música brasileira. Foi muitas vezes incompreendido, e apenas anos mais tarde passavam a dar o devido valor a suas invenções.


Em 1922 têm uma experiência que transforma significativamente sua música. Um milionário patrocina a viagem de Pixinguinha e de seu grupo Os 8 Batutas para uma turnê europeia. A temporada em Paris que deveria ser de um mês dura seis, tendo que ser interrompida devido a compromissos já assumidos no Brasil.


Da serie: A palavra do Professor

De Curitiba - Professora Vivian

"Considero muito importante utilizar a música na escola, principalmente como parte de um trabalho de inclusão. Por meio do material da Editora Ludo ampliei minhas aulas usando Libras (Língua Brasileira de Sinais), e aprendi que cada país tem a sua própria língua.

Pesquisei vídeos na internet para incentivar os alunos a aprenderem e perceberem que todos podem participar das aulas de música, inclusive aqueles com deficiência auditiva, como falou o Dr. Dean Shibata, professor de radiologia na Universidade de Washington: "As descobertas sugerem que a experiência que os surdos têm quando ‘sentem’ a música é similar à experiência de ouvir música para outras pessoas sem essa condição. A percepção das vibrações musicais pelos surdos é tão real quanto seu equivalente sonoro por serem ambos processados na mesma região do cérebro".

Uma excelente atividade para todos os alunos aprenderem a língua de sinais está na Unidade 5 do Livro 1 da Coleção “A Magia da Música”, onde é possível cantar a música “Imaginação” em Libras, no Manual do Professor está a partitura com todos os gestos detalhados, tornando muito fácil sua aplicação"



Segue algumas dicas para enriquecer a aula e utilizá-la em outros contextos:


  • - Chamar um intérprete que domine a língua para ensinar às crianças a música, como também outros gestos;
  • - Utilizar as referências e textos sobre Libras, que também podem ser encontrados no site: www.libras.org.br;
  • - Ensinar a música em Libras e apresentar na escola, para os pais ou outros locais, como forma de incentivo;
  • - Utilizar a música e outros sinais aprendidos em outras aulas, interpretando a letra e os sinais.
















Além disso, há alguns vídeos no youtube, que podem ajudar os alunos a vivenciar e entender um pouco mais sobre a língua de sinais.

Vídeos em Libras:

Outra Língua de Sinais (ASL – Linguagem de Sinais Americana)
We’re Going to Be Friends - http://www.youtube.com/watch?v=IbLz9-riRGM


Boa Aula!